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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Descrição!

Descrição objetiva e subjetiva

A descrição objetiva é aquela apresenta o objeto de forma concreta, buscando maior proximidade com a realidade, deixando de lado as impressões do observador. Apresenta características como: forma, tamanho, peso, cor, espessura, volume, etc.
A descrição objetiva preocupa-se com a exatidão dos detalhes e com a precisão dos vocábulos.
Exemplo: “Mônica tem 1,65 de altura e 50 kg. Branca, olhos claros, cabelos castanhos, compridos e lisos. ”
Na descrição subjetiva o objeto é transfigurado conforme a sensibilidade do observador, ou seja, o objeto é descrito da forma como ele é visto e sentido. O observador transmite para a descrição a sua emoção em relação ao objeto.
Não há preocupação com a exatidão dos detalhes do objeto descrito, o importante é transmitir a impressão que o objeto causa ao observador.
Exemplo: “O sujeitão, que parecia um carro de boi cruzando com trem de ferro, já entrou soltando fogo pela folga do dente de ouro. ”
(José Cândido de Carvalho)

Descrição dinâmica e estática
Em uma descrição estática não haverá movimento. Predominam as formas nominais, com a presença de frases sem verbo ou com verbos que expressam estado. Já na dinâmica, cada movimento será transformado em imagem e apresentado ao público. O “objeto” descrito está em movimento, exigindo do observador muita concentração Neste dinamismo não existem progressões temporais, as ações acontecem ao mesmo tempo. Em uma descrição dinâmica não podemos apresentar relações de posterioridade e anterioridade.


sábado, 15 de abril de 2017

Interação e Afetividade em EAD!

Considerações Finais

Com a conclusão deste trabalho, algumas sementes foram plantadas, porém somente o tempo se encarregará de dizer se darão bons frutos pois esse é mais um passo na minha caminhada contínua, rumo à instrução.
Ser professor é estar em constante aprendizado e através deste trabalho, partindo da visão de diversos autores como: Mathias Gonzalez; Daniel Mill; Lev Vygotsky, Henri Wallon e Jean Piaget, pesquisados, pude ampliar meu conhecimento no tocante a interação e afetividade entre tutor e aluno, visto que esses, são peças importantíssimas para uma educação efetiva e  ciente de que a caminhada é longa, porém, próspera pois farei de tudo para transferir um conhecimento expressivo obtido pelo caminho trilhado.
Ao Compreender e analisar a Educação a Distância no Brasil, faz-se necessário destacar a relevância do tutor na EaD, pois esse, faz-se presente, mediando as situações e possíveis conflitos que possam existir, envolvendo se efetivamente na construção do processo ensino aprendizagem, uma vez que muito embora essa modalidade promova a autonomia, cabe a esse profissional dar condições ao aprendiz para tal, consequentemente a assimilação será significativa para o aprendente.
 Para o tutor, ter a competência técnica é essencial para o desenvolvimento das atividades na educação a distância, no entanto, é importantíssimo e necessário para o desenvolvimento e construção do conhecimento, estimular o uso de meios de comunicação que possam suprir a possível carência de afeto, mesmo porque, na educação a distância, o tutor competente e comprometido, estará sempre em contato com o seu discípulo, isso pode ser feito através de estímulos, sendo que o estímulo positivo está relacionado ao acolhimento, afetividade, cordialidade, incentivo e mediação que o mesmo, proporciona ao aluno por meio de pequenas ações que nem sempre são percebidas.
Acredito que uma das formas de proporcionar esse estímulo, seja através da interação. O mediador deve estar presente e se envolver afetivamente com os discentes, promovendo um espírito de solidariedade e cooperação, estimulando e valorizando o conhecimento do educando.
Nós, como professores, devemos sempre nutrir essa motivação para levantar a autoestima de nossos aprendentes e mostrar sua capacidade, gerando um clima de afeto, pois mesmo se tratando de uma modalidade a distância, a afetividade é um fator muito importante, uma vez que a falta dela gera muita desistência por parte dos estudantes. Quanto mais atencioso e presente o tutor for, mais motivado e participativo o discente será. Por outro lado, uma das principais causas da evasão é a falta de acolhimento do aluno no seu ambiente virtual de aprendizagem e é por isso que o mediador deve sempre acolher o educando da melhor forma possível a fim de que ele esteja motivado para realizar o curso. Para tanto, algumas habilidades deverão ser observadas e colocadas em pratica como, a resolução de conflitos em um fórum de discussão, o tutor deve usar a flexibilidade e bom senso para avaliar o problema como um todo, deve sempre optar por satisfazer as partes envolvidas, mesmo que uma delas seja o próprio, o diálogo e a negociação, compreensão e flexibilidade também são essenciais para a mediação de conflitos, alguém deve ceder para que todos possam ganhar!
Acredito que um professor / tutor só consegue criar esse ambiente motivador, assim como acolhedor, tornando-se parte integrante do processo ensino aprendizagem, não apenas mediando o aluno mecanicamente, a relação interpessoal se faz necessária, mesmo tratando-se de um curso a distância. Acho importante o aprendiz saber que tem com quem contar, isso faz toda a diferença.  

Portanto, o papel do instrutor vai além do processo ensino aprendizagem e atinge questões emocionais e motivacionais, ouvir o outro, fazer críticas construtivas, criar um clima de respeito, são premissas fundamentais para a convivência. Desde a análise e apresentação do conteúdo até a fase final de avaliação do aprendizado, cabe ao tutor fortalecer o papel de Integrador nos aspectos de: Cooperação, Colaboração, Participação, Cordialidade, Autonomia, Motivação e Mediação, logo, esses serão aspectos fundamentais para uma aprendizagem significativa.



INTERAÇÃO E AFETIVIDADE NA TUTORIA

Falar de afeto e interação, nos leva a pensar em como estas palavras estão interligadas, ainda mais em um ambiente onde as partes envolvidas passam a maior parte do tempo separadas, fazendo se necessário uma aproximação mesmo que via online. Na educação a distância, essa proximidade torna-se possível através do sentimento de carinho que o tutor cultiva com seus aprendentes, assim, o professor deve utilizar-se de inúmeros recursos didáticos e tecnológicos para possibilitar uma interação efetiva na relação com os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem.
A realização das pesquisas para a efetivação desse trabalho, deixa claro a importância da afetividade e interação para a realização de qualquer atividade, na EAD essa importância aumenta devido ao fato da distância entre as partes envolvidas, pois é sabido que a falta dela pode causar danos irreversíveis para a vida acadêmica e até pessoal de um educando.
A realização de um curso, seja online ou presencial, necessita da formação dos vínculos afetivos entre os participantes, para que o objetivo da aprendizagem colaborativa seja alcançado, como o tutor é visto como uma pessoa de confiança, onde os alunos podem contar nesse processo, essa relação se torna cada vez mais solida, uma vez que o professor seja alguém que o estimule para o estudo.
A afetividade e a interação, devem estar presentes em qualquer momento da vida dos seres humanos e ainda mais na educação, pois é um dos sentimentos que mais gera autoestima entre as pessoas, talvez por isso seja tão importante para a realização e efetivação de um trabalho em grupo, pois um curso a distância, é também um trabalho em grupo, onde um depende do outro para gerar uma aprendizagem significativa. Em qualquer fase de nossas vidas, a maneira como somos afetados por esses sentimentos, pode aumentar ou diminuir a nossa vontade de vencer.

Em um curso a distância, o aluno deve receber estímulos do tutor para facilitar a aprendizagem, e isso acontecerá com a construção de vínculos entre os envolvidos. O tutor deve promover a afetividade através do acolhimento, dos feedbacks, do acompanhamento e da valorização à participação do discente influenciando o desenvolvimento geral, o comportamento e o desenvolvimento cognitivo. Portanto, fica claro que o  papel do tutor vai além do processo ensino aprendizagem e atinge questões emocionais e motivacionais fazendo com que a aprendizagem seja de qualidade e significativa.


Práticas para um bom exercício de tutoria!

Práticas para um bom exercício de tutoria com ênfase na interatividade entre tutor- aluno

Conforme, José Manoel Moran, professor da Universidade de São Paulo (USP) A educação só faz sentido se se preocupa com as pessoas como um todo, com a sua inteligência, sensibilidade, emoção, atitudes e valores. A educação faz sentido se for integral, integrada, abrangente
A interatividade é um dos principais fatores para um bom exercício de tutoria.
A nobre missão de educar a distância é praticada pelos educadores comprometidos com a ética e o amor à missão pedagógica de facilitadora da apreensão do saber. Uma educação de qualidade realizada com amor, visa formar profissionais qualificados.
Essa, deve objetivar clareza e ao mesmo tempo possibilitar aproximação, calor humano e compartilhamento.
É através das interações sociais que se constrói a aprendizagem
Na EAD a relação do aluno com o tutor é fundamental no processo de ensino-aprendizagem, já que esse tutor pode e deve acolher, acompanhar e orientar o aluno nas diversas situações que ocorrem.
A afetividade já foi bastante estudada e considerada como um dos fatores a ser desenvolvido nessa relação, pois é através das interações sociais que se constrói a aprendizagem. O professor pode ter uma postura de facilitador, estimulando o processo de aprendizagem ou bloquear o desenvolvimento desse sujeito em construção.
Os sentimentos são um dos elementos que constituem o ser humano, de forma que não podem ser negligenciados e sim desenvolvidos, pois fazem parte de suas habilidades e competências altamente valorizadas na atualidade. Nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) (Brasil, 1997), consta que uma educação de qualidade deve desenvolver as capacidades inter-relacionais, cognitivas, afetivas, éticas e estéticas, visando a construção do cidadão em todos os seus direitos e deveres.
Importantes teóricos da Psicologia e Educação, a exemplo de Vygotsky, Wallon, Piaget, entre outros, produziram conhecimentos relevantes acerca da afetividade como parte integrante na constituição do sujeito.
Wallon (1995), desenvolveu seus estudos sobre afetividade em uma teoria baseada numa perspectiva histórico-cultural, afirmando em sua teoria da Psicogênese da Pessoa Completa, que a dimensão afetiva, ao longo de todo o desenvolvimento do indivíduo, tem um papel fundamental para a construção da pessoa e do conhecimento.
Crianças severamente punidas na infância exibem comportamentos desajustados com os padrões sociais da nossa sociedade e têm mais probabilidade de se tornarem adultos e aprendizes não-qualificados. No entanto, indivíduos que recebam recompensas adequadas passarão a exibir comportamentos sociais mais ajustados e terão melhores qualificações ligadas ao processo de aprendizagem.
Por esta visão, cabe ao tutor promover recompensas positivas aos seus aprendizes. É incontestável a alegria de uma criança ou adulto ao receber publicamente do mestre, um elogio sincero pelo trabalho entregue no prazo, pela avaliação acima da média ou mesmo pelo simples esforço e dedicação aos estudos. Tal recompensa propiciará o reforço da autoestima, encaminhando o aprendiz na direção da sua autonomia, que no entender de Piaget, significa estar apto a cooperativamente construir o sistema de regras morais e operatórias necessárias à manutenção de relações permeadas pelo respeito mútuo. Ele também caracterizava autonomia “como a capacidade de coordenação de diferentes perspectivas sociais com o pressuposto do respeito recíproco". (Kesselring T. Jean Piaget. Petrópolis: Vozes, 1993:173-189).

A criança nasce sem saber amar, portanto ela tem que aprender a amar. Quando se ama, se confia. O amor exige disposição para ouvir, significa compartilhar experiências. É importante, elogiar o desempenho do aprendiz, louvando sua responsabilidade, pontualidade e desempenho.