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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Resumo do Mito - Orfeu e Eurídes.

Resumo do Mito – Orfeu e Eurídes.

Orfeu era filho do deus Apolo e da ninfa Calíope; da figura paterna ele herda uma lira que, uma vez tocada por suas mãos, revela um canto tão primoroso que nada nem ninguém consegue se manter imune a sua magia. Até as feras mais selvagens amenizavam sua ira diante das notas extraídas deste instrumento, que praticamente as hipnotizava. Mesmo os arbustos cediam aos seus encantos.
O deus dos matrimônios, Himeneu, consagrou o amor de Orfeu e Eurídice, mas não foi capaz de trazer boa sorte a este relacionamento. Uma atmosfera de presságios inundou esta união desde o início, o que se concretizou quando a jovem, pouco depois, foi assediada por Aristeu, por sua intensa beleza. Ao escapar de sua perseguição, ela esbarrou em uma serpente e foi picada pelo réptil, o que provocou sua morte.

Incapaz de aceitar este fato, Orfeu declara sua tristeza a mortais e imortais, mas, nada obtendo, vai atrás de sua amada no Inferno. Aí o amante, tocando sua lira, leva Caronte a guiá-lo pelo mundo sombrio dos mortos, ao longo do Rio Estige; entorpece Cérbero, o guardião das portas infernais; seu doce lamento ameniza as torturas das almas aí exiladas; e, diante de Hades, arranca lágrimas do próprio soberano dos desprovidos de vida, o qual, diante dos apelos da esposa Perséfone, permite que Orfeu atravesse os umbrais desta região para buscar Eurídice, mas impõe uma cláusula ao seu contrato verbal.

A jovem retornaria com Orfeu ao universo dos vivos, desde que o amante não olhasse para sua amada até estar novamente sob o Sol. Ele consegue resistir através de túneis sombrios e difíceis de atravessar, e já estava quase chegando à esfera iluminada quando, para ter certeza de que a esposa estava logo atrás, espia por um instante a parte final do caminho. Neste momento, Eurídice se transforma novamente em um espectro, lança um último grito e parte para a esfera dos mortos.

Orfeu é impedido de acompanhar a esposa e se desespera, permanecendo sete dias ao lado do lago, em jejum. Ele se converte em um ser devorado pela angústia e rejeita as outras jovens; tenta sem sucesso esquecer sua grande perda. Cansadas de serem menosprezadas, as Mênades, mulheres furiosas, cortam seu corpo em pedaços e lançam sua cabeça no Rio Hebrus.

As nove musas se compadecem de Orfeu e juntam seus fragmentos, sepultando-os no Monte Olimpo. Agora no reino dos mortos, o amante se reúne a Eurídice. No local em que jaz seu corpo, afirmam que os rouxinóis entoam seu canto de uma forma mais suave. As assassinas são punidas pelos deuses, transformando-se em sólidos carvalhos.

Na versão do compositor clássico Glück, os amantes recebem uma nova oportunidade do Amor, que permite a Orfeu buscar Eurídice no reino dos mortos. Este curioso personagem testa a resistência do jovem apaixonado ao impedir que olhe para a amada enquanto não atingem o mundo dos vivos, mas, quando ele não resiste e perde novamente a esposa, ele o impede de buscar a morte e propicia o reencontro definitivo de ambos.

Fontes:
http://www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=606694
http://anamargens.blogspot.com/2006/06/orfeu-e-eurdice-lendas-e-mitos.html

Programa da ópera Orfeu e Eurídice – Christoph Willibald Glück – Theatro São Pedro – Temporada 2010.

Reflexão!!

Notícia, Reportagem e Crônica

Sequencia Didática: Notícia e Reportagem “Como ajudar o aluno a produzir um texto num determinado gênero?”.
Público: 7º ano
Tempo estimado: 5 aulas
Recursos: Jornais, Revistas, caderno do aluno, Vídeo.

Objetivos:
Ø Desenvolver práticas de leitura e escrita;
Ø Propiciar o contato com textos ligados ao cotidiano dos educandos;
Ø Identificar os elementos estruturais e literários de uma reportagem;
Ø Ampliar o vocabulário;
Ø Relacionar teoria e prática;
Ø Estimular a participação e interação dos alunos;
Ø Diferenciar notícia e reportagem;
Ø Possibilitar a criatividade e a criticidade;

Duração das atividades
4 aulas de 50 min (aproximadamente)

Conhecimentos prévios trabalhados com o aluno
Ler e escrever outros gêneros textuais: narrativas literárias, narrativas em quadrinhos, bilhetes, cartas, notícias, etc..

Estratégias e recursos das aulas
Primeiro Momento
Conversei com os alunos, informalmente, sobre o que é uma reportagem, para analisar o conhecimento prévio que os alunos possuem. Dividir a classe em grupos de até quatro alunos, distribuí diversos jornais impressos e propus aos grupos de alunos que analisassem os conteúdos do mesmo, e escolhessem uma reportagem, observando alguns aspectos para registrarem, individualmente, no caderno como:
· Qual o assunto?
· Sobre o que ou quem estão falando?
· Qual a data do jornal?
· Onde aconteceu o fato?
· Como aconteceu e por quê?
· Para quê?
· De que forma o texto é escrito?
· Para quem (possivelmente) está sendo direcionado o texto?
· O que eles sabiam sobre o assunto?
· Quais as palavras encontradas no texto que eles não conheciam?

Mostrei um vídeo com uma reportagem jornalística televisiva, abordando as mesmas perguntas que foram utilizadas no jornal impresso e questionei- os sobre as diferenças encontradas nas duas reportagens: no jornal impresso e no jornal televisivo.

·         Propus aos alunos que fizessem um registro sobre essas diferenças.
O ensino de Língua Portuguesa tem como objetivo ampliar as possibilidades do uso da linguagem, por este motivo, se faz necessário o trabalho com textos que fazem parte do cotidiano dos alunos. O trabalho com os gêneros textuais deve propiciar aos alunos a participação na construção de sentido do texto efetivando, desta maneira, a aquisição da aprendizagem. Eu por exemplo, como professora de Língua Portuguesa me preocupo em ensinar meus alunos a dominar um gênero textual de forma gradual e para se trabalhar o gênero escolhido, utilizo as Sequências Didáticas. O gênero escolhido para desenvolver minha proposta de ensino foi o gênero reportagem. Por ser um gênero pertencente ao domínio do discurso jornalístico, ele possibilita maior liberdade de produção textual, o que torna o trabalho em sala de aula desse gênero ainda mais estimulante para os alunos.
As atividades foram distribuídas da seguinte forma:

Ø Apresentei a proposta aos meus alunos, avaliei os conhecimentos prévios dos mesmo, apresentei o gênero escolhido por meio de exemplares; propus uma escrita inicial de texto para avaliar que aspectos precisavam ser mais trabalhados;
Ø Organizei e sistematizei o conhecimento sobre o gênero escolhido, apresentando seus elementos, situação de produção e forma de circulação desse gênero, elaborei uma escrita individual, fiz a revisão e reescrita da produção individual.


Segundo Momento
Pedi para que os alunos, ainda no mesmo grupo, escrevessem uma reportagem qualquer sobre o bairro em que moram, em forma de jornal impresso. Expus as reportagens em um cartaz.

Terceiro Momento
Propus aos alunos que apresentassem a reportagem, na forma de jornal televisivo, na sala de aula para os demais colegas e que escrevessem uma noticia referente ao conteúdo estudado.  “Eles adoraram”.

Avaliação:
A avaliação foi gradativa, ela se realizou durante todo o desenvolvimento das atividades, pela participação e envolvimento dos alunos.

É através da experiência, partindo dos conhecimentos prévios que os alunos possuem,
Que o professor conseguirá levar os alunos a descobrir e compreender o uso da linguagem ampliando assim seu conhecimento.

 O desenvolvimento de estratégias de leitura e escrita deve ser promovido na escola, com o objetivo de construir sentido.











Sequencia Didática - Gênero: Crônica

Público: 9º ano
Tempo estimado: 5 aulas
Recursos:
·         Cópias de textos (crônicas)
·         Vídeos
·         Jornal e revista

Objetivos:
·         Desenvolver práticas de leitura e escrita;
·         Ampliar o vocabulário;
·         Estimular a participação e interação dos alunos;
·         Diferenciar
·         Possibilitar a criatividade e a criticidade;

- Problematizar o ensino e a aprendizagem da Língua Materna a partir de uma perspectiva interacionista.
- Estabelecer relação entre o gênero textual debate ao contexto em que texto é construído, levando em consideração os elementos narrativos.
- Reconhecer os elementos pragmáticos, levando em conta os papéis sociais e comunicativos dos interlocutores, a partir das crônicas analisadas.
- Identificar os elementos indicadores das condições do locutor e do interlocutor do espaço cultural de produção e de circulação do texto.


Duração das atividades
4 aulas de 50 min (aproximadamente)

Conhecimentos prévios trabalhados com o aluno
Discussão
Elementos do texto narrativo a partir da crônica
interlocutores e seus respectivos papéis em situação de comunicação.
Semelhança ou oposição entre duas ou mais crônicas.
Uso de pontuação.

Estratégias e recursos das aulas

1º MOMENTO: entregar aos alunos um bombom com uma mensagem e uma pergunta.

LER – LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO
Ler é o melhor remédio...
Leia jornal...
Leia outdoor...
Leia letreiros de estação de trem..
Leia os preços do supermercado...
Leia a vida!
Leia os olhos, leia as mãos, os lábios e os desejos das pessoas.
Leia as possibilidades...
Leia ainda mais as esperanças...
Leia o que der na telha...
Mas, leia! E as ideias virão.
Pergunta:  O que é crônica? Em seguida, uma rápida abordagem sobre aprender a ler e aprender a escrever, partindo da leitura da mensagem acima. Fazendo um gancho com as leituras de textos de humor, irônico, lírico, crítico. Textos que falem do cotidiano das pessoas, do irrisório e do pitoresco.

2º MOMENTO: Assistir ao vídeo ( uma adaptação da Crônica: “ A Última Crônica), após o vídeo levar os participantes a uma reflexão sobre as características da crônica, que elementos constitui a crônica em questão (vídeo) se as imagens retratam o conteúdo humano? e como isso ocorre no vídeo.

3º MOMENTO: Dividir a sala e grupos ou duplas (a depender do público), cada grupo receberá uma crônica fatiada, os participantes irão organizá-las na ordem das ideias nos parágrafos, em seguida fazer a leitura silenciosa e discussão no próprio grupo. Após esta discussão cada componente irá para outro grupo, no qual, receberá informações sobre a outra crônica lida. Em seguida volta para o grupo origem para ter a discussão coletiva.

4º MOMENTO: Cada grupo irá analisar como trabalharia a análise linguística a partir da crônica, em especial, a pontuação e as ideias nos parágrafos.

4º MOMENTO: Será entregue apenas a introdução de uma crônica para que os participantes dê continuidade à crônica do autor. Em seguida socializar a produção escrita.

5º MOMENTO: Para encerrar o encontro será colocado dois pequenos vídeos (uma crônica de Arnaldo Jabor e Uma crítica de Alexandre Garcia), para perceberem as características semelhantes e opostas nas duas falas, em como fazer uma relação a crônica televisiva com as crônicas lidas.

AVALIAÇÃO
Como avaliar é um processo contínuo e sistemático ao mesmo tempo, os trabalhos serão analisados por etapas, bem como os conhecimentos construídos a partir deles, levando em conta o envolvimento da turma para as atividades solicitadas e os objetivos aqui pretendidos. Considerando tanto os trabalhos coletivos como as atividades individuais.


Beijinhos no coração!

Boa sorte com as atividades.

Educação e aprendizagem!!


Henri Wallon


Militante apaixonado, o médico, psicólogo e filósofo francês mostrou que as crianças têm também corpo e emoções (e não apenas cabeça) na sala de aula


01/07/0011 19:20
Texto Fernando Tadeu Santos
Nova-Escola
Foto: Wikimedia
Foto: Wallon levou não só o corpo da criança mas também suas emoções para dentro da sala de aula
Wallon levou não só o corpo da criança mas também suas emoções para dentro da sala de 


Frases de Henri Wallon: 

"A criança responde às impressões que as coisas lhe causam com gestos dirigidos a elas" 
"O indivíduo é social não como resultado de circunstâncias externas, mas em virtude de uma necessidade interna" 

Henri Paul Hyacinthe Wallon nasceu em Paris, França, em 1879. Graduou-se em medicina e psicologia. Fez também filosofia. Atuou como médico na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), ajudando a cuidar de pessoas com distúrbios psiquiátricos. Em 1925, criou um laboratório de psicologia biológica da criança. Quatro anos mais tarde, tornou-se professor da Universidade Sorbonne e vice-presidente do Grupo Francês de Educação Nova - instituição que ajudou a revolucionar o sistema de ensino daquele país e da qual foi presidente de 1946 até morrer, também em Paris, em 1962. Ao longo de toda a vida, dedicou-se a conhecer a infância e os caminhos da inteligência nas crianças. 
Militante de esquerda, participou das forças de resistência contra 
Adolf Hitler e foi perseguido pela Gestapo (a polícia política nazista) durante a Segunda Guerra (1939-1945). Em 1947, propôs mudanças estruturais no sistema educacional francês. Coordenou o projeto Reforma do Ensino, conhecido como Langevin-Wallon - conjunto de propostas equivalente à nossa Lei de Diretrizes e Bases. Nele, por exemplo, está escrito que nenhum aluno deve ser reprovado numa avaliação escolar. Em 1948, lançou a revista Enfance, que serviria de plataforma de novas idéias no mundo da educação - e que rapidamente se transformou numa espécie de bíblia para pesquisadores e professores. 

Falar que a escola deve proporcionar formação integral (intelectual, afetiva e social) às crianças é comum hoje em dia. No início do século passado, porém, essa idéia foi uma verdadeira revolução no ensino. Uma revolução comandada por um médico, psicólogo e filósofo francês chamado Henri Wallon. Sua teoria pedagógica, que diz que o desenvolvimento intelectual envolve muito mais do que um simples cérebro, abalou as convicções numa época em que memória e erudição eram o máximo em termos de construção do conhecimento. 

Wallon foi o primeiro a levar não só o corpo da criança mas também suas emoções para dentro da sala de aula. Fundamentou suas idéias em quatro elementos básicos que se comunicam o tempo todo: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu como pessoa. Militante apaixonado (tanto na política como na educação), dizia que reprovar é sinônimo de expulsar, negar, excluir. Ou seja, "a própria negação do ensino". 

As emoções, para Wallon, têm papel preponderante no desenvolvimento da pessoa. É por meio delas que o aluno exterioriza seus desejos e suas vontades. Em geral são manifestações que expressam um universo importante e perceptível, mas pouco estimulado pelos modelos tradicionais de ensino.


O eu e o outro
A construção do eu na teoria de Wallon depende essencialmente do outro. Seja para ser referência, seja para ser negado. Principalmente a partir do instante em que a criança começa a viver a chamada crise de oposição, em que a negação do outro funciona como uma espécie de instrumento de descoberta de si própria. Isso se dá aos 3 anos de idade, a hora de saber que "eu" sou. "Manipulação (agredir ou se jogar no chão para alcançar o objetivo), sedução (fazer chantagem emocional com pais e professores) e imitação do outro são características comuns nessa fase", diz a professora Angela Bretas, da Escola de Educação Física da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. "Até mesmo a dor, o ódio e o sofrimento são elementos estimuladores da construção do eu", emenda Heloysa Dantas. Isso justifica o espírito crítico da teoria walloniana aos modelos convencionais de educação
Afetividade
As transformações fisiológicas em uma criança (ou, nas palavras de Wallon, em seu sistema neurovegetativo) revelam traços importantes de caráter e personalidade. "A emoção é altamente orgânica, altera a respiração, os batimentos cardíacos e até o tônus muscular, tem momentos de tensão e distensão que ajudam o ser humano a se conhecer", explica Heloysa Dantas, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), estudiosa da obra de Wallon há 20 anos. Segundo ela, a raiva, a alegria, o medo, a tristeza e os sentimentos mais profundos ganham função relevante na relação da criança com o meio. "A emoção causa impacto no outro e tende a se propagar no meio social", completa a pedagoga Izabel Galvão, também da USP. Ela diz que a afetividade é um dos principais elementos do desenvolvimento humano
Movimento
Segundo a teoria de Wallon, as emoções dependem fundamentalmente da organização dos espaços para se manifestarem. A motricidade, portanto, tem caráter pedagógico tanto pela qualidade do gesto e do movimento quanto por sua representação. Por que, então, a disposição do espaço não pode ser diferente? Não é o caso de quebrar a rigidez e a imobilidade adaptando a sala de aula para que as crianças possam se movimentar mais? Mais que isso, que tipo de material é disponibilizado para os alunos numa atividade lúdica ou pedagógica? Conforme as idéias de Wallon, a escola infelizmente insiste em imobilizar a criança numa carteira, limitando justamente a fluidez das emoções e do pensamento, tão necessária para o desenvolvimento completo da pessoa. 

Estudos realizados por Wallon com crianças entre 6 e 9 anos mostram que o desenvolvimento da inteligência depende essencialmente de como cada uma faz as diferenciações com a realidade exterior. Primeiro porque, ao mesmo tempo, suas idéias são lineares e se misturam - ocasionando um conflito permanente entre dois mundos, o interior, povoado de sonhos e fantasias, e o real, cheio de símbolos, códigos e valores sociais e culturais. 

Nesse conflito entre situações antagônicas ganha sempre a criança. É na solução dos confrontos que a inteligência evolui. Wallon diz que o sincretismo (mistura de idéias num mesmo plano), bastante comum nessa fase, é fator determinante para o desenvolvimento intelectual. Daí se estabelece um ciclo constante de boas e novas descobertas



Wallon na escola: Humanizar a inteligencia na
Diferentemente dos métodos tradicionais (que priorizam a inteligência e o desempenho em sala de aula), a proposta walloniana põe o desenvolvimento intelectual dentro de uma cultura mais humanizada. A abordagem é sempre a de considerar a pessoa como um todo. Elementos como afetividade, emoções, movimento e espaço físico se encontram num mesmo plano. As atividades pedagógicas e os objetos, assim, devem ser trabalhados de formas variadas. Numa sala de leitura, por exemplo, a criança pode ficar sentada, deitada ou fazendo coreografias da história contada pelo professor. Os temas e as disciplinas não se restringem a trabalhar o conteúdo, mas a ajudar a descobrir o eu no outro. Essa relação dialética ajuda a desenvolver a criança em sintonia com o meio

Para pensar
A teoria de Henri Wallon ainda é um desafio para muitos pais, escolas e professores. Sua obra faz uma resistência contumaz aos métodos pedagógicos tradicionais. Numa época de crises, guerras, separações e individualismos como a nossa, não seria melhor começar a pôr em prática nas escolas idéias mais humanistas, que valorizem desde cedo a importância das emoções








Proposta para produção de carta.

PROPOSTA DE REDAÇÃO: CARTA

Carta escrita em 2070:

"Estamos no ano de 2070, completei os 50, mas minha aparência é de alguém com 85. Tenho sérios problemas renais, porque bebo pouca água. Creio que me resta pouco tempo. Hoje sou das pessoas mais idosas nesta sociedade. Recordo quando tinha 5. Tudo era muito diferente. Havia muitas árvores nos parques, casas com bonitos jardins, e eu podia desfrutar de banhos de chuveiro por mais de hora. Agora usamos toalhas em azeite mineral pra limpar pele.
Antes, todas as mulheres mostravam formosas cabeleiras. Agora, raspamos nossas cabeças pra mantê-las limpas sem água. Antes, meu pai lavava carro com água que saía de mangueira. Hoje os meninos não acreditam que se utilizava água dessa forma. Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA ÁGUA; mas ninguém ligava; pensávamos que água jamais podia acabar. Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados.
Antes, a quantidade de água indicada como ideal para cada pessoa adulta beber era oito copos por dia. Hoje bebo meio copo. A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo; tivemos que voltar a usar poços sépticos (fossas), como no século passado, porque redes de esgotos sem água são inúteis. A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não têm a capa de ozônio que os filtrava na atmosfera. Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados.
Infecções gastrointestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte. A industria está paralisada e o desemprego é dramático. As fábricas de dessalinização são a principal fonte de emprego e pagam-me com água potável ao invés de salário. Assaltos por um bidão de água são comuns nas ruas desertas. A comida é 80% sintética. Ressequida, a pele de uma jovem de 20 anos está como se tivesse 40.
Os cientistas investigam, mas não há solução possível. Não se pode fabricar água, o oxigênio também está degradado por falta de árvores, o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações. Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos, há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações.
O governo até nos cobra pelo ar que respiramos: 137 m3 por dia por habitante adulto. Os acionistas de empresas que tratam água ficaram ricos e têm preferência no fornecimento. Pessoas que não podem pagar são retiradas das "zonas ventiladas", dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar; mesmo não sendo de boa qualidade ainda podemos respirar; a idade média é de 35 anos. Em alguns países ficaram manchas de vegetação com o seu respectivo rio, que é fortemente vigiado pelo exercito; a água tornou-se um tesouro muito cobiçado, mais que ouro ou diamante. Aqui, em troca, não há árvores porque quase nunca chove e, quando chega a registrar-se, a precipitação é de chuva ácida; as estações do ano têm sido severamente transformadas pelas provas atômicas e pela indústria contaminadora do século XX.
Advertia-se que havíamos de cuidar do meio ambiente, e ninguém fez caso. Quando minha neta me pede que lhe fale de quando era jovem, descrevo o bonito que eram os bosques, lhe falo da chuva, das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse, o saudável que era a gente. Ela pergunta-me: Vovô! Por quê a água se acabou? Então, sinto um nó na garganta; não posso deixar de sentir-me culpado, porque pertenço à geração que terminou destruindo o meio ambiente, ou, simplesmente, não tomamos em conta tantos avisos.
Agora os nossos filhos pagam alto preço e, sinceramente, creio que a vida na terra em breve já não será possível, porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível. Como gostaria de voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto, quando ainda podíamos fazer algo para salvar o nosso planeta terra!"
John Vask

Documento extraído por um desconhecido da revista biográfica "de Los Tiempos" de abril de 2002.

Faça uma carta narrativa como se estivesse no futuro (pode ser 2070 ou mais) na qual você alerte sobre o risco  das usinas nucleares. Descreva os horrores de um mundo contaminado pela radiação, faça um apelo às autoridades políticas e aos cientistas para o uso de outras alternativas de energia, enfim, use a imaginação e criatividade.

Provérbios..



ATIVIDADE DE INTERPRETAÇÃO TEXTUAL A PARTIR DE PROVÉRBIOS

ANALISE OS PROVÉRBIOS E MÁXIMAS CONFORME O MODELO:
Modelo: Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.
Resposta: Não se deve trocar o certo pelo duvidoso. As pessoas devem conservar o que já possuem em vez de arriscar por algo temerário.

  1. Casa de ferreiro, espeto de pau.
  2. Festa acabada, músicos a pé.
  3. Quem dá aos pobres, empresta a Deus.
  4. Quem não arrisca, não petisca.
  5. Quem tudo quer, tudo perde.
  6. Da discussão nasce a luz.
  7. Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
  8. O hábito não faz o monge.
  9. Mal de muitos, consolo é.
  10. Águas passadas não movem  moinhos.
  11. Em terra de cego quem tem olho é rei.
  12. Cada macaco no seu galho.
  13. Coelho ido, conselho vindo.
  14. A água silenciosa é mais perigosa.
  15. Em terra de cegos, quem tem olho é rei.
  16. Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza.
  17. Nem tudo que reluz é ouro.
  18. De grão em grão a galinha enche o papo.
  19. Quem tem boca vai a Roma.
  20. Bem mal ceia quem come de mão alheia.

Afetividade!!